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Divórcios são fruto de namoros que não cumpriram seus propósitos!

Divórcios são fruto de namoros que não cumpriram seus propósitos!

Por Junior Meireles

 

Estudo [IBGE] indica que em 2013 o número de divórcios teve uma redução de 1,4% no Brasil comparado ao ano de 2012. O problema é que apesar da queda o número continua alarmante. No mesmo ano, a cada três casamentos um terminou em divórcio. Os cartórios registraram 1.041.440 casamentos enquanto a quantidade de divórcios chegou a 341,6 mil. Diminuiu, porém ainda me assusta saber que vivo em um pais onde 341,6 mil casamentos foram destruídos em um ano, que a cada dez casamentos realizados quatro são desfeitos no primeiro ano, três entre o segundo e o terceiro ano, e apenas três completam cinco anos juntos.

A tendência do divorcio vem crescendo. Se você parar agora e pensar não será difícil contabilizar três ou mais casamentos que terminaram em divórcio bem perto de você; tios, amigos, vizinhos e no caso de alguns, até mesmo os pais. Não sou pessimista, mas de acordo com o andar da carruagem, parece que a bola de neve do divórcio começou a descer a ladeira e não para mais, torna-se cada dia maior e seu poder destrutivo só aumenta. Já alcançou inclusive a igreja. Parte de nós cristãos defensores dos bons costumes, guardiões da família perseguimos e condenamos as práticas homossexuais, vamos pras ruas com cartazes dizendo que eles estão tentando mudar o modelo tradicional de família, mas não valorizamos o compromisso do casamento como a bíblia nos ordena.

Diante de uma realidade tão cruel surge a pergunta: De onde vem tantos divórcios?

O divórcio é como uma arvore, não nasce do dia para a noite, não cresce da noite para o dia e mais perigosas que seus galhos são suas raízes, ou seja, não são as atitudes dos casados que destroem casamentos, mas o plantio dos namorados enquanto solteiros. Assim como a árvore é fruto de uma semente, divórcios são frutos de namoros que não cumpriram seus propósitos ou que foram mantidos com propósitos errados. Se o casal de namorados não estiver preocupado com a base sobre a qual vai edificar o futuro casamento estará investindo tempo em um futuro que caminha na direção do abismo e da ruína.

O propósito do namoro é fazer com que o casal cresça no conhecimento a respeito do caráter, filosofias, objetivos e históricos de vida um do outro, para que em posse dessas informações, avaliem se são compatíveis e se é possível se casarem e viverem juntos pelo resto de suas vidas. O problema é que a maioria têm mantido namoros com propósitos cada vez mais distantes desses. Muitos namoram para satisfazer a carne, os desejos, passar o tempo e para não ficarem sozinhos.

Durante muito tempo preguei em meus congressos e seminários que o namoro é o tempo de preparo para o casamento, mas hoje em dia, percebo que o namoro como tem sido praticado pela maioria faz justamente o contrário, antecipa a intimidade do casamento, aniquila o conhecimento verdadeiro um do outro e rouba o foco de coisas importantes que devem ser observadas antes de dar o passo em direção ao altar. Cresce o número de pessoas que se relacionam e casam sem conhecer verdadeiramente o parceiro, sabem pouco sobre: caráter, modo de pensar e quase nada ou nada a respeito dos planos para o futuro.

Minha opinião sobre o namoro ser o tempo de preparo para o casamento não mudou, permaneço pensando do mesmo modo, porém questiono se a geração atual possui maturidade para assumir um compromisso te tamanha seriedade como o namoro, se estão dispostos a se manterem fieis a Deus e aos princípios bíblicos ou se querem namorar pra beijar na boca, fazer sexo, satisfazer seus desejos e mostrar pro mundo inteiro que conseguem conquistar alguém. Sei lá, a coisa ficou muito banal.

“Tudo neste mundo tem o seu tempo; cada coisa tem a sua ocasião” [Eclesiastes 3:1]

A intimidade foi feita para o casamento, quando dois jovens desfrutam de intimidade sem compromisso ficam cegos, perdem o foco do que é importante, atropelam as fases, queimam etapas e acabam se tornando dependentes fisicamente um do outro. Dependentes ao ponto de nunca desnudarem o rosto das mascaras que usam para sustentar a todo o custo o relacionamento. Quer dizer, essas mascarás são mantidas até o casamento, o casamento não permite mascarás, ao contrário ele é como acido sobre elas, a convivência arranca as mascarás e mostra quem somos de verdade. Quando as mascarás caem, surge o discurso: “ele(a) mudou tanto”, mudou nada, foi sempre assim, nós é que estávamos preocupados com coisas que deveríamos fazer no casamento e não nos preocupamos com as coisas do namoro.

O que insisto e gostaria que todo casal de namorados entendesse é que suas atitudes enquanto solteiros é um plantio que vai gerar semeadura. Pense comigo, se todas as nossas atitudes são sementes, o que plantarmos enquanto solteiros colheremos no tempo de? … Pense bem no que você está plantando, se você deseja colher um casamento abençoado trate de ter um namoro abençoado, plante fidelidade a Deus durante seu namoro na certeza de que fidelidade a Deus no namoro, gera fidelidade de Deus no casamento. O primeiro passo para um boa construção é fortalecer o alicerce. Divórcios são frutos de namoros que não cumpriram seus propósitos e não geraram bases capazes de sustentar o futuro.

Pense nisso,

Deus abençoe sua vida rica e abundantemente,

Deixe seu comentário, ele é importante para nós!

 

ronaldo.almeida

dezembro 21st, 2015

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